ECONOMIA

Lula critica uso do dólar para transações entre países dos Brics

Presidente defendeu moeda única para a comercialização entre os países, mas não disse qual seria

Por: Lucas Saba
Da redação | 13 de abril de 2023 - 15:13

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguiu com sua agenda na China e nesta quinta-feira participou do evento de posse da ex-presidente Dilma Rousseff à frente do Banco do Brics. Em seu discurso no evento Lula criticou uso do dólar para transações entre países dos Brics e defendeu uma moeda única. O presidente também se posicionou contra o Fundo Monetário Internacional (FMI), que segundo ele “asfixia” os países necessitados.

Lula questionou “porque todos os países estão obrigados a fazer seu comércio lastreado no dólar. Por que não podemos fazer o nosso comércio lastreado na nossa moeda? Nós precisamos ter uma moeda que transforme os países numa situação um pouco mais tranquila. Porque hoje um país precisa correr atrás de dólar para poder exportar, quando ele poderia exportar em sua própria moeda, e os bancos centrais certamente poderiam cuidar disso”, declarou Lula.

O BRICS é composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Um grupo que representa mais de três bilhões de habitantes e 25 trilhões de dólares em PIB, ou 40% da população mundial e cerca de um quarto do PIB global.

Sobre o FMI, Lula destacou que o fundo não pode “colocar a faca na garganta” de países mais necessitados, e finalizou criticando a postura do fundo em relação a Argentina. “Nenhum governante pode trabalhar com uma faca na garganta porque está devendo. Os bancos têm que ter paciência de, se for preciso, renovar acordos e colocar a palavra tolerância em cada renovação. Porque não cabe a um banco ficar asfixiando as economias dos países como estão fazendo agora com a Argentina, o Fundo Monetário Internacional”, completou Lula.

Revista TIME

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou na lista de 2023 das cem pessoas mais influentes da revista “Time“, divulgada nesta quinta-feira (13). Também estão na seleção os chefes de estado dos EUA, Joe Biden, da Colômbia, Gustavo Petro e o chanceler alemão. A edição elege todo ano as cem personalidades que mais se destacaram ao longo dos doze meses.

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