ECONOMIA
Fernandez, rumo aos 100% anuais (Foto: Gov. Argentino)

Inflação na Argentina perto de 90% anuais e rumo aos 130% em 2023

Previsão de economistas é de que aumento dos preços continue por pressão de alimentos e ano eleitoral

Por: Ismael Pfeifer
Da redação | 17 de novembro de 2022 - 11:37
Fernandez, rumo aos 100% anuais (Foto: Gov. Argentino)

A inflação argentina medida pelo instituto de pesquisas oficial do governo, o Indec, chegou a 88% nos últimos 12 meses, até outubro de 2022. E segundo uma respeitada consultoria econômica de Buenos Aires, a Eco Go — uma das mais certeiras em prognósticos econômicos do país –, a subida do índice tende a persistir em 2023. 

Marina Dal Poggetto, diretora da consultoria Eco Go, projeta que o ano vai terminar com inflação a 100% e que em junho de 2023 o índice vai superar os 130% anuais. A previsão se baseia em uma série de fatores, entre eles a seca que se abate sobre parte de áreas produtoras de alimentos do país, a pressão de ano eleitoral, já que os argentinos irão às urnas no final no ano que vem, e as incertezas sobre a flutuação do peso em relação ao dólar.

Marina Dal Poggetto: disparada do índice (Foto: redes sociais)

Marina Dal Poggetto: prognóstico de disparada do índice no ano que vem (Foto: redes sociais)

“Os saltos inflacionários atuais no país estão muito relacionados à insegurança cambial (a diferença entre o câmbio oficial e o negro, além da oscilação muitas vezes bruta do dólar), já que o orçamento do governo perdeu relevância”, observou a economista em publicações em seu Twitter e em entrevista à mídia argentina há alguns dias.
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A variação mensal do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) para o mês de outubro foi de 6,4%, fazendo com que a inflação acumulada nos dez primeiros meses de 2022 alcançasse 76,6%.

Pior inflação desde anos 90
INFLAÇÃO ARGENTINA - PERÍODO DE 12 MESES

INFLAÇÃO ARGENTINA – PERÍODO DE 12 MESES

Ao anunciar o índice, o pior para um período de 12 meses em quase 30 anos, o instituto destacou que a principal alta ocorreu nos preços de cafés, restaurantes, hotéis e hospedagens em geral, com 7,4% de majoração em outubro. Na taxa interanual, essa categoria de produtos e serviços, registrou elevação de 105,2%. 

Por outro lado, houve queda de 4,5% nos preços dos transportes, que envolvem tanto o transporte público como os gastos com combustíveis para veículos privados. 

Fernandez, rumo aos 100% anuais (Foto: Gov. Argentino)

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