SAÚDE

Ter um cão em casa pode significar mais saúde

Os donos, além de ter um grande companheiro, praticam mais exercícios

Da redação | 19 de novembro de 2022 - 21:55

The Washington Post

Ser fisicamente ativo reduz o risco de desenvolver demência com a idade. E isso vale tanto para os cachorros como para seus donos. O mais completo estudo sobre a saúde associada de tutores e seus cães, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, demonstrou essa correlação em detalhes.

Um dos testes monitorou as atividades de 15.019 animais de estimação. Já o outro, rastreou os passos diários de 78.430 homens e mulheres. A demência é uma síndrome que se caracteriza pela deterioração progressiva das funções cognitivas, incluindo a memória, o raciocínio, a linguagem e as habilidades sociais, a ponto de interferir nas atividades de vida normal do paciente.

As características desta doença nos cães, inclusive, são semelhantes às dos humanos. “Perder-se em suas próprias casas é um dos sintomas mais comuns da demência canina”, explica o coautor da pesquisa Matt Kaeberlein. Outro sintoma bem frequente é quando cães treinados param de responder a comandos simples ou quando cachorros que tiveram uma vida sociável preferem ficar sozinhos agora.

Tutores de cães faz quatro vezes mais  exercícios em comparação com pessoas sem pet (Foto: Pexels)

De acordo com a pesquisa, cães sedentários tinham quase 6,5 vezes mais riscos de ter demência do que cães altamente ativos da mesma idade.

Dessa forma, Kaeberlein e os autores do artigo defendem que levar o cachorro para passear ou jogar algo para ele trazer numa praça tem um impacto benéfico no cérebro dos cães, podendo inclusive prevenir a demência durante a velhice.

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Os cães como aliados

Dentre as atividades propostas, a caminhada, por exemplo, não ajuda apenas os cães. Um estudo de cientistas dinamarqueses, publicado pela revista médica JAMA Neurology, mostrou que homens e mulheres que andavam em média cerca de 9.800 passos por dia tinham metade da probabilidade de desenvolver demência do que pessoas sedentárias.

Mesmo aqueles que acumulam apenas cerca de 3.800 passos, ou um pouco menos de três quilômetros de caminhada total por dia, têm 25% menos probabilidade de desenvolver demência do que as pessoas que caminham menos.

Se algumas dessas etapas fossem rápidas, concluídas a um ritmo de cerca de 112 passos por minuto, o risco de demência caía ainda mais.

E como os cães podem ser nossos aliados? Um estudo da Universidade de Liverpool mostrou que os tutores de animais de estimação tinham quatro vezes mais chances de cumprir as rotinas de exercícios em relação aos que tinham não cachorro em casa. Em resumo: quem tem cão, caminha muito mais por causa dele.

 

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