Estudiosos criaram um novo composto que mostra efeitos protetores contra a perda de neurônios
Um relatório do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) anunciou um novo método para reverter os efeitos da doença de Alzheimer. Os pesquisadores conseguiram interferir em uma enzima normalmente encontrada como hiperativa no cérebro de pacientes com a doença.
De acordo com os estudiosos do Instituto, a criação de um peptídeo que bloqueia a enzima mostra “reduções drásticas” na neurodegeneração, que é característica da doença de Alzheimer. Os peptídeos são moléculas formadas pela ligação de dois ou mais aminoácidos que compõem as proteínas.
“Este peptídeo tem a capacidade de entrar no cérebro e, em alguns modelos diferentes, mostra efeitos protetores contra a perda de neurônios e também parece ser capaz de resgatar alguns dos déficits de comportamento”, afirmou Li-Huei Tsai, autor do estudo. em entrevista ao The New York Post. Os primeiros testes realizados em camundongos revelaram resultados significativos.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, ou seja, um distúrbio caracterizado pela perda progressiva de neurônios. (Foto: UFSCAR)
Importância
A Organização Mundial da Saúde estima que existem 35,6 milhões de pessoas com Doença de Alzheimer no mundo. A tendência é que o número dobre até 2030 e triplique até 2050. Por isso, a descoberta do MIT traz esperança no meio acadêmico e médico para o tratamento da deterioração cognitiva.
Por mais que o Alzheimer já seja conhecido e muito divulgado, a OMS alerta que grande parte das pessoas com a doença não recebem rapidamente o diagnóstico médico e o tratamento necessário.
Outras doenças
Os pesquisadores do MIT também informaram que pretendem analisar os efeitos desse peptídeo em relação à diabetes, além de outras doenças neurodegenerativas. ”
“O desenvolvimento adicional de tais inibidores peptídicos em direção a um candidato terapêutico líder, se provado ser seletivo para o alvo e relativamente livre de efeitos colaterais clínicos, pode eventualmente levar a novos tratamentos para distúrbios neurodegenerativos que vão desde a doença de Alzheimer até a demência frontotemporal e a doença de Parkinson,” comemorou ao Post, Stuart Lipton, professor de neurociência da Scripps Research.