GUERRA
Joe Biden, na ONU: defesa de saída negociada (Foto: captura de vídeo)

“Uma guerra nuclear não pode ser vencida e nunca deve ser travada”, responde Biden

Pronunciamento do presidente norte-americano na Assembleia da ONU marca posicionamento contra ameaças de Putin ao Ocidente

Por: Mario Augusto
Da redação | 21 de setembro de 2022 - 13:12
Joe Biden, na ONU: defesa de saída negociada (Foto: captura de vídeo)

Ao falar nesta quarta-feira (21/9) na Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um chamado às nações para evitarem um conflito nuclear. “Uma guerra nuclear não pode ser vencida e nunca deve ser travada”, afirmou o presidente.

Biden convocou os países das Nações Unidas a se comprometerem, mais uma vez, com o regime de não proliferação de armas nucleares através da diplomacia.

“Não importa o que mais esteja acontecendo no mundo, os Estados Unidos estão prontos para adotar medidas críticas de controle de armas”, diz ele.
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Biden disse que a ameaça de um ataque nuclear trouxe tendências “perturbadoras”, pois “a Rússia evitou os ideais de não proliferação adotados por todas as outras nações”.

Acusações contra Putin

Joe Biden acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de “violar descaradamente” a carta das Nações Unidas com a invasão da Ucrânia. Falou ainda em uma “guerra brutal e desnecessária escolhida por um homem”, em referência a Putin.

O presidente norte-americano criticou Putin por fazer ameaças nucleares contra a Europa, convocarmais soldados para a guerra e tentar anexar regiões da Ucrânia.

Biden afirmou que os Estados Unidos querem que a guerra termine em “termos justos, nas bases que todos nós assinamos, que diz que você não pode tomar o território de uma nação por escolha própria. O único país que está no caminho disso é a Rússia”, enfatizou Biden.

Em outro trecho destacou: “A Ucrânia tem os mesmos direitos que pertencem a todas as nações soberanas. Seremos solidários com a Ucrânia e contra a agressão da Rússia, ponto final.”

Biden sustentou que a Rússia quer extinguir o direito da Ucrânia de “existir como Estado, como povo”. “E agora vemos ataques a escolas, estações ferroviárias, hospitais… provas ainda mais horríveis dos crimes da Rússia”, alertou o presidente norte-americano.

Joe Biden, na ONU: defesa de saída negociada (Foto: captura de vídeo)

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