GUERRA
Enfurecido, dono do grupo Wagner ameaça retirar tropas de Bakhmut
Yevgeny Prigozhin critica oficiais russos pelo insucesso em Bakhmut. (Divulgação/Grupo Wagner)

Chefe do grupo mercenário Wagner ameaça retirar tropas de Bakhmut

Eugeny Prigozhin fez advertência em vídeo em que mostra corpos de mercenários mortos, pedindo mais munição aos oficiais russos

Da redação | 5 de maio de 2023 - 13:04
Enfurecido, dono do grupo Wagner ameaça retirar tropas de Bakhmut
Yevgeny Prigozhin critica oficiais russos pelo insucesso em Bakhmut. (Divulgação/Grupo Wagner)

O chefe do grupo Wagner, Eugeny Prigozhin ameaçou retirar as suas tropas da cidade de Bakhmut, no leste da Ucrânia, porque não recebeu suprimentos de munição de artilharia suficientes do exército russo para defender a posição.

Acostumado a fazer estardalhaço na mídia russa, Prigozhin gravou um vídeo mostrando corpos de aproximadamente 30 mercenários mortos em combate. No vídeo, o magnata russo afirma que são corpos de combatentes que morreram apenas na quinta-feira e acusou o comando militar da Rússia de privar suas forças de munição e causar pesadas perdas. Como o conteúdo do vídeo é muito sensível, não mostraremos as imagens.

Enfurecido, dono do grupo Wagner ameaça retirar tropas de Bakhmut

A região de Bakhmut, palco dos combates entre russos e ucranianos. (AP Photo/Libkos, Arquivo)

Anteriormente, Prigozhin, que tem fortes ligações com o presidente russo Vladimir Putin, afirmou que o grupo Wagner planejava capturar Bakhmut até 9 de maio, data de um importante feriado russo que marca a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Mas, sem munição, Prigozhin disse que os soldados do grupo Wagner serão obrigados a sair de Bakhmut no dia 10 de maio para que o exército da Rússia assuma o controle na região.

Sangue nos olhos

Completamente alterado, Prigozhin exigiu que o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, e o chefe do Estado-Maior, Valery Gerasimov forneçam munição para o grupo Wagner. O empresário da guerra falou em tom furioso e usou vários palavrões no vídeo para se dirigir aos comandantes das forças russas.

“Estes são os pais de alguém e os filhos de alguém”, diz Prigozhin, apontando para os corpos. “A escória que não nos der munição comerá suas entranhas no inferno”, vaticinou o empresário. Ele afirmou que o exército regular da Rússia deveria proteger os flancos enquanto as tropas de Wagner avançavam, mas “mal consegue segurá-los”, mobilizando “dezenas e raramente centenas” de soldados.

O Grupo Wagner liderou a luta pelo controle da cidade de Bakhmut, sendo a mais longa – e provavelmente a mais sangrenta – da guerra na Ucrânia. A cidade está localizada a 55 quilômetros ao norte da capital regional de Donetsk. Controlada pela Rússia, Bakhmut tem valor militar tático para Moscou, embora analistas digam que não será decisivo para o resultado da guerra. Antes do conflito a cidade tinha uma população de 80 mil habitantes e era um importante centro industrial. Agora é uma cidade devastada, mas se tornou um símbolo importante da resistência ucraniana à invasão da Rússia.

Até o momento nem o Kremlin nem o Ministério da Defesa da Rússia se pronunciaram sobre as declarações de Prigozhin.

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