Na tentativa de conter um colapso financeiro, governo americano garante ajuda ao setor
A Secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, anunciou que o governo está pronto para novas intervenções no mercado financeiro, com o objetivo de proteger os depósitos dos correntistas, especialmente nos bancos de pequeno e médio porte. “Essas instituições segundo ela, sofrem com a fuga de depósitos e isso ameaça a economia nacional”, declarou Yellen, em discurso feito na conferência da Associação Americana de Banqueiros, em Washington.
As autoridades americanas estão tomando medidas emergenciais para reforçar a confiança após o colapso do Silicon Valley Bank e do Signature Bank, além da operação de resgate do First Republic Bank. O Federal Reserve, o banco central dos EUA, também alterou as regras dos empréstimo de emergência para garantir os saques de depósitos.
Em seu discurso, Yellen, tentou acalmar a situação que está abalada após duas falências bancárias anunciadas em março. A secretaria enfatizou: “o sistema financeiro americano é sólido e que medidas do governo podem ser tomadas para garantir os depósitos.”
O Departamento do Tesouro americano assegurou que vai garantir os depósitos para evitar o colapso financeiro.
“As medidas que tomamos não se centraram em ajudar bancos específicos ou classes de bancos. Nossa intervenção foi necessária para proteger o sistema bancário mais amplo dos EUA. E ações semelhantes podem ser justificadas se instituições menores sofrerem corridas de depósito que representam o risco de contágio”, disse Yellen.
Nesses casos, o Tesouro, o Federal Reserve e o FDIC anunciaram “exceções de risco sistêmico” que lhes permitiram garantir bilhões de dólares em depósitos não segurados, essas ações juntamente com novas linhas de empréstimo do FED, reduziram o risco de novas falências bancárias.
Yellen não detalhou sobre quais ações o governo pode adotar nas próximas semanas, mas enfatizou que o tesouro não deixará de socorrer os bancos regionais e comunitários.
Ela acrescentou: “a situação é “totalmente diferente da crise financeira global de 2008”, quando os ativos hipotecários de alto risco colocaram muitos bancos à beira da falência. De acordo com Yellen, o sistema financeiro está “significativamente mais forte do que há 15 anos”.