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Criminosos miram mercado de criptomoedas e prejuízos chegam a bilhões

Moeda digital nem sempre pode ser rastreada. Sigilo e lucro rápido procurados pelos investidores acabam facilitando os golpes

Por: Lucas Saba
Da redação | 7 de abril de 2023 - 20:55
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Não é de hoje que as pessoas sonham em fazer fortuna da noite para o dia e as criptomoedas figuram entre as aplicações mais procuradas pelos investidores, nos últimos anos. Com bilhões de dólares circulando nesse mercado, não surpreende que tenha atraído a atenção dos criminosos. Pesquisas indicam que milhões de dólares estão desaparecendo todos os dias devido a crimes criptográficos. As estimativas indicam que os roubos ultrapassaram a casa dos 12 bilhões de dólares no ano passado, um recorde absoluto. Em 2023, os investidores podem perder mais de 16 bilhões de dólares e esse número pode chegar a US$ 20 bilhões até 2025. Até agora, as autoridades só conseguiram recuperar um quinto das moedas digitais perdidas.

Estudo realizado pela Chainplay, empresa especializa em finanças, indica que os investidores criptográficos em todo o mundo tiveram mais de 30 bilhões de dólares roubados na última década. Em 2022, houve 436 incidentes separados de crimes criptográficos, mais de quatro vezes o número relatado em 2021 (94). A tendência, de acordo com o levantamento, é que os crimes aumentem em 2023 já que, na maioria das vezes é impossível rastrear os ladrões.

Junho é o mês em que mais ocorrem os ataques de hackers e os roubos, conformem indicam os dados dos últimos 10 anos. Os criminosos digitais levaram 5,7 bilhões de dólares só em Junho do ano passado, representando quase um quinto de todas as criptomoedas roubadas desde 2012.

crime criptomoeda

Hackers se aproveitam de falhas no sistema para roubarem as moedas digitais. (Crédito: Pexels)

Problema está no sigilo 

De acordo com os levantamentos atuais, cerca de US$ 23 bilhões do dinheiro roubado desde 2012 vêm de fontes “indefinidas”. Acontece que esse tipo de investimento é procurado, principalmente, pelas pessoas que buscam dois objetivos: o sigilo e a fortuna de um dia para o outro.

Embora as moedas digitais possam mascarar a identidade dos usuários, com as ferramentas e técnicas adequadas, é possível rastrear os endereços dos responsáveis pelas transações, de acordo com a empresa de câmbio Crypto.com.

A técnica mais comum utilizada pelos hackers é a chamada “rug pull” (ou puxada de tapete), que consiste em atrair o investidor para uma aplicação supostamente muito vantajosa. A transação é  iniciada, o aplicador recebe uma sinalização, mas o responsável pela oferta desiste antes que o negócio seja concluído. Isso deixa o investidor com um ativo sem valor, literalmente com uma  “puxada de tapete” debaixo dele.

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