MEIO AMBIENTE

2022 foi um dos anos mais quentes da história. E isso é só o começo, alertam os cientistas

Isto significa que os incêndios florestais vão se intensificar, haverá mais furacões, mais secas e o nível dos mares vai continuar subindo

Por: Carlos Taquari
Da redação | 25 de janeiro de 2023 - 21:55

“A tendência de aquecimento é alarmante”. Com essa frase, Bill Nelson, cientista da NASA que pesquisa o clima no planeta, resumiu os resultados do mais recente estudo sobre as mudanças climáticas. Segundo ele as temperaturas vão continuar subindo em todo o planeta e não há sinais de que essa tendência possa se reverter.

Os dados mostram que 2022 empatou com 2015, como o quinto mais quente na história, levando em conta os registros feitos a partir da metade do século passado. Isto significa que os incêndios florestais vão se intensificar, os furacões vão se tornar mais fortes e numerosos, haverá mais secas e o nível dos mares vai continuar subindo.

O estudo da NASA se baseia em dados recolhidos pelas estações da agência no Ártico, na Antártica e em todos os continentes, além do monitoramento feito por navios e boias oceânicas. Em média, em 2022, a temperatura no planeta registrou um aumento de 0,16 graus Celsius. Esse dado, aparentemente pequeno, é significativo quando se considera o limite de 1.5 graus Celsius que não deveria ser ultrapassado, até 2050, segundo os cientistas.

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“A NASA está cumprindo o compromisso e estudar com mais profundidade as mudanças que ocorrem no clima”, afirmou Nelson. Trata-se de ajudar a humanidade a enfrentar as transformações observadas no planeta, acrescentou.

O aumento nas temperaturas tem afetado o planeta de diferentes formas. No Ártico, por exemplo, a tendência é mais acentuada, com uma elevação quatro vezes maior do que a média no planeta. Na Europa, incluindo França, Espanha, Portugal e Itália, foram registrados recordes de temperaturas no último verão, além de inúmeros incêndios florestais. Na Califórnia, também houve incêndios em áreas de reservas de florestais, enquanto outras regiões dos Estados Unidos enfrentaram secas prolongadas e escassez de água.

Ártico: o derretimento das calotas polares provoca o aumento no nível dos mares. (Fotos: Pexels)

A NOAA – Administração Nacional para Oceanos e Atmosfera – tem outro estudo que recua a 1880 e compara as temperaturas com a era pré-industrial. Segundo esse estudo, a temperatura média no planeta aumentou 2 graus Celsius, desde aquele período. E 2022 foi o sexto ano mais quente, desde 1880, de acordo com a NOAA.

(A montagem da foto de capa desse ártigo é do Creative Commons) 

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