Avanço na tecnologia pode levar à substituição de pessoas no mercado de trabalho e preocupa educadores
Alvo de diversas polêmicas nas últimas semanas, o novo programa “ChatGPT” lançado pela empresa de tecnologia OpenAI, se tornou um risco para a economia dos Estados Unidos, segundo especialistas. A inteligência artificial, que consegue imitar perfeitamente a escrita humana, consegue obter um MBA, passar em testes difíceis como o Exame de Licenciamento Médico dos Estados Unidos, de advogados e até realizar a preparação de documentos legais.
As revelações fazem parte de estudos sobre as consequências dessa plataforma. O professor da Universidade da Pensilvânia, Ethan Mollick, compartilhou nas suas redes um relatório em que mostra um estudo da Universidade de Yale em que a inteligência artificial logo após sua programação, na “sua infância”, recebeu uma nota variando de B a B- no exame final de um curso básico típico de MBA.
(Foto: Print Redes Sociais)
Uma reportagem do New York Times mostrou que executivos do Google planejam lançar ainda este ano mais de 20 projetos movidos apenas pela IA. A inserção da nova tecnologia, segundo críticos, tem sido rápida demais e já estaria provocando demissões em alguns setores.
Mas não são apenas os empregos na área de tecnologia que estão sendo ameaçados. As atuais pesquisas de universidades norte-americanas, como da Pensilvânia e Yale, mostraram que serviços como o ChatGPT podem sim tirar o emprego de redatores, jornalistas, agentes de atendimento ao cliente, advogados e até médicos.
Em entrevista ao Times, porta voz do instituto de ensino, ETS Product Innovation Labs, analisa esta substituição: “Tenho a opinião de que a IA não vai substituir as pessoas, mas as pessoas que usam IA vão substituir as pessoas”.
Inteligência artificial: uma ameaça aos empregos em diversas áreas. (Foto: Pexels)
Embora muitas pessoas tenham suas ressalvas sobre a permanência de algumas tecnologias, já que algumas se tornam uma moda passageira na internet, a expectativa é que o ChatGPT veio para ficar.
Andrew Karolyi, reitor do Colégio de negócios da Cornell University, disse ao Financial Times que, “Uma coisa que todos nós sabemos com certeza é que o ChatGPT não vai desaparecer. No mínimo, essas técnicas de IA continuarão a ficar cada vez melhores. Professores e administradores de universidades precisam investir para se educarem”.